Esses dias ouvi um amigo meu dizer que eu espero demais do futuro, ou seja, qualquer coisa que acontece na minha vida já vou imaginando como as coisas ficarão lá na frente. E que ele, ao contrário de mim, se concentra no presente. Acreditei que ele tinha razão, mas não parei para pensar muito nisso…até hoje. Sempre leio o blog da Fê, e por causa dele decidi criar o meu (qualquer semelhança não é mera coincidência), e lá no blog descobri que ela é fissurada pelo mesmo seriado que eu: GREY’S ANATOMY. E mais do que isso: por causa da net, que eu não tenho, ela já assistiu partes que eu nem imaginava ainda estavam por vir. E exatamente nessa parte é que me caiu o butia dos bolsos. Ela descre a cena em que Meredith e Derek decidem se casar, mas devido ao esforço da Izzie, passaram a vez deles para ela. Eis o relato que mexeu com meus pensamentos que estão sempre zanzando por aí:
“O episódio começa com Izzie dizendo que a gente nunca sabe qual vai ser o dia mais importante da nossa vida. O dia que a gente acha que é especial nunca é como a gente imagina. Os dias normais que começam igual a qualquer outro no final são os mais importantes.
É tudo de mentirinha, eu sei, embora essas coisas aconteçam na vida real. Mas é uma metáfora, uma metáfora para que a gente não realize as coisas só quando está chegando no fim, que a gente não perceba o quanto era importante só quando perdeu. É clichê, é. Mas pode ser hoje como pode ser daqui há 50 anos e a gente sempre vai lastimar o que deixou de fazer e a vida que está próxima do fim. Nunca haverá tempo para tudo. Embora Izzie tenha tido dois amores. O primeiro morreu e o segundo apareceu quando ela estava morrendo. O primeiro era um homem determinado. Já Alex se tornou homem ao lado dela.”
Profundo, no mínimo. Lembro de um dia assim na minha vida. Foi uma tarde muito comum no estágio da faculdade. Ao me deparar com meu computador, não vi apenas telas que me esperavam para lê-las, mas sim textos, muitos textos, belas histórias que me fizeram viajar a tarde inteira, mesmo sem sair da PUC. Ao descobrir o autor daquelas delícias, não me contive e escrevi para parabenizá-lo pela tarde maravilhosa que tive ao lado daqueles textos cheios de vida por ele narradas naquele site. A partir daí uma linda história começou, mas que ainda não teve fim…
Algum dia ainda poderei contá-la aqui, mas gosto de lembrar daquilo, até para manter essa história viva dentro de mim. Nos últimos meses, cada dia tem sido uma surpresa, não posso reclamar. Meus dias especiais continuarão a ser especiais, mas, com certeza, os fatos extraordinários em dias comuns são os responsáveis pelos suspiros que tenho dado por aí….

1 comentário
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julho 3, 2009 às 3:08 pm
Tati
Dias comuns???? Vou pensar!!!!