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O fato de eu não ter mais um parceiro diário para aquele rala e rola todas as noites está me fazendo pensar muito sobre o assunto. É óbvio que eu preferia mil vezes ir pra prática, mas minha atual situação não me permite isso. O que me resta é teorizar.
Depois de muito conversar com calcinhas como eu e com aqueles que usam cuecas, chego a algumas conclusões do que se vê por aí. Lógico que minhas conclusões podem mudar radicalmente se me provarem o contrário.
Homem, e quando falo assim me refiro aos brasileiros, preferencialmente aqueles que não se escondem dentro do armário (né, Rick Martin????), é romântico ou canalha com a mulher do próximo. Com a sua, sempre é um frouxo. De cada onze mulheres que converso, oito gostam de ser tratadas como putas (as demais nunca sentiram um orgasmo). Na cama, claro, mas nem sempre também.
Pegar o cabelo, arranhar as costas, morder as coxas, deslizar as mãos em lugares ainda não explorados e lamber, lamber, lamber também fazem parte daquele pacote que inclui carinhos maliciosos nos lugares de sempre. E confesso: nós mulheres adoramos isso! E mentalmente imploramos para que se repita, não apenas em datas especiais, ou na fase inicial em que tudo é descoberta, mas dia após dia. De certa forma, é por isso que a maioria do público feminino reclama tanto, pois apenas querem o que foi dado no início e lhes é negado.
Qualquer um que conhece bem o seu corpo, consegue gozar em menos de 2 min (e isso que eu chutei alto). Mas ir deliberadamene à loucura leva bem mais tempo. Dar prazer envolve paciência e etapas que devem ser seguidas religiosamente.
O que vale é não ir para a cama pensando no fim, mas sim vivenciar uma viagem sensual, desbravando o sexo como uma experiência de conexão íntima, usando os cinco sentidos sensoriais. Prolongue a penetração até que a mulher entre em sinestesia e fique orgástica, explorados os sentidos de tato, visão, paladar, olfato e audição.
Sexo também é comunicação com o corpo. Ao aliar a sujidade ao sexo a coisa se intensifica. Dificilmente uma mulher não vai ao céu com um “vou te comer bem devagar” sussurrado levemente por uma voz aveludada ressuscita desejos enterrando preconceitos. Desperte o Capitão Nascimento que há em você!
Mas sejam gentis, não somos uma máquina de chiclete. E é bom também não economizarem em beijos, abraços e olhares. Vou no banheiro e já volto!
Uma amiga um dia me disse: “Quando se cai, infelizmente, o mundo não para e te recolhe do chão”. Ela estava certa.
Olhando sites, twitter, orkut e coisas afins, percebi que a vida continua correndo lá fora, só que eu ainda estou um pouco em transe e não consigo acompanhar na mesma frequência. Mesmo com essa loucura, pessoas queridas, e até as que eu nem imaginava, pararam um pouco do seu tempo, travaram a rotação do seu mundo para se dedicar um pouquinho ao meu.
Em especial, preciso citá-los aqui: Obrigada Fê Moncks pelo abraço mais cuidadoso e carinhoso. Obrigada aos Tiagos, um pela força, mesmo um estando do outro lado do mundo, e o outro pela ligação que eu ainda nem retornei. Obrigada Camilinha pela atenção desesperada de preocupação comigo. Obrigada Eleone Prestes, que cedeu um lugarzinho do seu blog para compartilhar com seus leitores o meu choro. Obrigada Clóvis Malta, pelas palavras que me fizeram chorar de alegria. Obrigada mãe, obrigada pai, pelo carinho mesmo distante e as insistentes ligações pra saber como eu estou. Obrigada Wianey, pela ligação e pelas visitas constantes só pra me fazer rir e esquecer as dores do corpo. Obrigada aos meus colegas do pós, que sabem que não vou comparecer ao nosso encontro, mas nem por isso me deixam de fora. Obrigada a Magda Cunha e ao Pellanda, meu segundo pai, que me acalmou dizendo que sempre estará aqui para me proteger. Obrigada ao clube das divas (Débora, Karininha, Letícia, Aninha), que me ligaram e me mandaram lindas mensagens por msn. Obrigada a Gisa e o Fábio, um dos meus casais preferidos, pelo carinho de sempre. Obrigada ao Perin, que conversou comigo o dia inteiro, me fazendo muitas vezes esquecer o que aconteceu, e ainda me acompanhou andando devagarinho para almoçar. Obrigada ao Roca, que vai ter que me aturar hoje. Obrigada aos meus colegas do online, que só perguntando como estou, já me dão a sensação de que se preocupam comigo. Obrigada aos demais amigos pela sensibilidade e orações. Enfim, obrigada ao Edemilton. Sem a companhia dele quando tudo aconteceu, eu nem tinha voltado a trabalhar!
Como posso sentir raiva, depois de todo carinho que recebi? Não tem como. Amo a vida, amo meus amigos, amo minha família e isso ninguém me tirou.
Meses atrás sofri outro tipo de agressão, que demorei pra me recuperar. E que nesse caso, o órgão atingido foi o coração, e aí, só o tempo pode ajudar na cura, além de me tornar mais resistente para o próximo golpe!

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